Certificação Elétrica no Grande Porto (antiga CERTIEL)
Tratamos da certificação da sua instalação elétrica — o que muita gente ainda conhece como «certificação CERTIEL». Desde 2018 a CERTIEL já não certifica: a instalação é declarada com ficha eletrotécnica ou projeto e termo de responsabilidade, registados na DGEG, e inspecionada por entidade inspetora reconhecida quando a lei o exige. Necessária para ligação à rede, alojamento local e alterações importantes da instalação.
O Que Cobrimos
- ✅ Visita inicial para avaliar o que falta para certificar
- ✅ Adaptações conforme não-conformidades detectadas
- ✅ Nova verificação após correções
- ✅ Certificação para alojamento local (AL)
- ✅ Documentação para arrendamento, quando a instalação foi alterada
- ✅ Documentação para venda de imóvel, quando é mesmo precisa
Como Funciona
- Passo 1: Visita técnica e levantamento
- Passo 2: Identificação de não-conformidades (se houver)
- Passo 3: Orçamento das adaptações
- Passo 4: Execução e teste
- Passo 5: Marcação da inspeção com entidade inspetora, quando exigida
- Passo 6: Entrega de toda a documentação ao cliente
Quando É Mesmo Obrigatória — e Quando Não É
A certificação é exigida em quatro situações concretas: contrato novo de electricidade numa instalação que nunca teve ou que esteve desligada muito tempo; aumento de potência acima de certos limites; alteração relevante da instalação, como uma remodelação que mexe no quadro e nos circuitos; e instalações de uso não doméstico, onde entram o alojamento local, o comércio e os serviços.
Fora disso, uma casa a viver normalmente com o seu contrato antigo não precisa de certificar nada só por precisar. Dizemos isto porque é frequente chegar-nos gente convencida de que tem de certificar a casa para a vender, e na maior parte dos casos não tem.
Onde há mesmo confusão é no alojamento local: aí a instalação deixa de ser doméstica para efeitos de utilização, e a certificação passa a fazer parte do que é pedido. Quem está a converter uma casa de família em AL costuma descobrir isto tarde.
O Que É Verificado, e o Que Chumba Mais Vezes
A verificação incide sobre o que protege pessoas e sobre o que documenta a instalação. Na prática: existência e funcionamento do diferencial, continuidade do condutor de terra em todos os pontos, resistência da terra medida e não presumida, secções de cabo adequadas aos disjuntores, separação de circuitos e identificação do quadro.
O que chumba mais vezes é sempre o mesmo: terra inexistente ou com valor alto, tomadas de casa de banho sem protecção adequada, e circuitos com disjuntor de calibre superior ao que o cabo aguenta — normalmente porque alguém trocou um disjuntor que saltava por outro maior em vez de resolver a causa.
Nada disto é caro de corrigir quando se sabe de antemão. É caro quando se descobre no dia da verificação, com o contrato dependente e a obra dada por acabada.
Comércio e Alojamento Local: Iluminação de Emergência e Sinalização
Num espaço aberto ao público — loja, restaurante, cabeleireiro, ginásio, alojamento com partes comuns — aparece um requisito que a casa de habitação não tem: iluminação de emergência, com blocos autónomos que acendem quando falta energia e mantêm iluminado o caminho de saída e a sinalização das portas. É dos pontos que mais vezes falta quando alguém prepara a abertura a correr, e é barato de instalar e caro de resolver à pressa na véspera.
O que se verifica na prática é simples de enunciar: que os blocos existem onde têm de existir, que a autonomia é a devida, que acendem mesmo (as baterias envelhecem e um bloco com luz verde pode estar morto por dentro), e que a sinalização é legível de onde a pessoa está. Numa vistoria, um bloco que não acende vale o mesmo que não ter bloco nenhum.
Quem está a converter uma fração em alojamento local costuma descobrir isto tarde, junto com o resto: a utilização deixa de ser doméstica e o conjunto do que é pedido muda. Ver isto no início, na mesma visita em que se avalia a instalação, evita repetir obra com reservas já abertas.
O Nosso Âmbito: Instalação Interior em Baixa Tensão
Fazemos e certificamos a instalação interior em baixa tensão: quadro, circuitos, protecções, terra, e a ficha técnica que a acompanha. É o que cobre a esmagadora maioria dos casos residenciais e de pequeno comércio.
O que não é o nosso âmbito é a ligação física da rede à propriedade quando exige técnico responsável de média tensão — postos de transformação e ligações de potência elevada. Nesses casos preparamos e certificamos tudo o que fica do lado de dentro e articulamos com um técnico externo para a parte que exige essa habilitação.
Dizemos isto à partida e por escrito, porque a confusão entre as duas coisas é a origem de prazos falhados: há quem contrate a instalação interior a pensar que inclui a ligação à rede, e depois fica à espera de uma coisa que ninguém pediu.
Como Corre o Processo, Passo a Passo
Primeiro visita e levantamento: vê-se o que existe, mede-se a terra e identificam-se as não conformidades. Daí sai um orçamento com as correcções necessárias separadas do que é opcional — é importante que venham separadas, para poder decidir.
Depois execução das correcções e ensaios. Só com os ensaios feitos se emite a ficha técnica e se submete o processo. A partir daí o prazo já não depende de nós, mas dizemos com franqueza a ordem de grandeza habitual em vez de prometer datas que não controlamos.
Entregamos sempre a documentação ao cliente, não apenas à comercializadora. É um documento que vai fazer falta outra vez — numa venda, num aumento de potência, numa obra futura — e é surpreendentemente frequente ninguém ter cópia. Nas instalações de menor dimensão o documento em causa é a ficha eletrotécnica, que tem de ser assinada por quem está habilitado — explicamos como confirmar isso no guia sobre como verificar um eletricista certificado na DGEG.
Guarde a Documentação — Vai Precisar Dela Outra Vez
Entregamos sempre a ficha técnica e o comprovativo ao cliente, e não apenas a quem os pediu. Parece óbvio e não é: é surpreendentemente frequente chegar-nos gente que certificou a instalação há cinco anos e não tem cópia de nada, porque o documento ficou com o construtor ou com a comercializadora.
Vai fazer falta outra vez — numa venda, num aumento de potência, numa obra futura ou ao abrir alojamento local. Sem ela, repete-se o processo e paga-se duas vezes por algo que já estava feito.
O mesmo vale para o esquema do quadro: um quadro com os circuitos identificados poupa tempo em cada avaria futura, e é a diferença entre localizar um problema em cinco minutos ou às escuras por tentativa e erro.
Preços e Orçamentos
A inspeção, quando exigida, é cobrada diretamente pela entidade inspetora e indicada no orçamento. Adaptações orçamentadas à parte.
Onde Atendemos
Matosinhos · Senhora da Hora · Leça da Palmeira · São Mamede de Infesta · Porto · Vila Nova de Gaia · Maia · Gondomar · Rio Tinto · Valongo · Ermesinde
Perguntas Frequentes
Quando é obrigatória a certificação da instalação eléctrica?
Em instalações novas, em alterações significativas e sempre que é pedido um contrato de fornecimento novo após obra. Também costuma ser exigida em processos de venda ou arrendamento quando a instalação foi alterada.
O que é verificado?
Estado e adequação do quadro e das protecções, continuidade do condutor de terra, isolamento dos circuitos, funcionamento dos diferenciais e conformidade da instalação com as regras técnicas aplicáveis.
E se a instalação não passar?
Dizemos-lhe o que está em falta e quanto custa corrigir, antes de avançar. É frequente serem pontos concretos — ausência de diferencial, circuitos sem terra, secções insuficientes — e não a instalação inteira.
Quanto tempo demora?
A verificação de uma habitação corrente faz-se numa deslocação. O prazo total depende de haver ou não correcções a fazer antes de emitir a documentação.
Preciso de certificar para vender a casa?
Regra geral não, se a instalação se mantém como está e o comprador assume o contrato existente. Passa a ser preciso se o comprador fizer contrato novo numa instalação que esteve desligada, ou se houver obra que altere a instalação. Na dúvida, pergunte antes de encomendar: pode estar a pagar por algo de que não precisa.
Vou abrir alojamento local. O que muda?
Muda o enquadramento: a utilização deixa de ser doméstica e a instalação passa a ser tratada como não doméstica, com certificação a fazer parte do processo. É a situação em que mais gente é apanhada de surpresa, já com reservas abertas.
A minha instalação é antiga. Chumba de certeza?
Não necessariamente. Uma instalação antiga bem executada e com terra em condições passa. O que chumba é a falta de terra, o diferencial ausente e os calibres mal dimensionados. No levantamento inicial dizemos exactamente onde está cada uma e quanto custa corrigir, antes de haver compromisso.
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